Por volta de 1840, pelas mãos da família Teixeira Pinto nasce a iguaria que se tornaria símbolo da doçaria Regional Arouquense. Inicialmente uma moeda para troca de favores aos grandes Senhores locais, a fama foi-se construindo com o tempo. Os pais de António Teixeira Pinto, pai do fundador desta casa, deram os primeiros passos na confeção da secretíssima receita que até aos dias de hoje cativa muitos pelo seu sabor inigualável e tão característico.
A receita foi transmitida para os seus filhos que guardariam o legado até à atual quinta geração, ainda diretamente ligada à produção do renomado Pão de Ló de Arouca. Depois de retornar do Brasil, Alberto Teixeira Pinto decide fundar esta casa projetando já o destino dos seus descendentes. Levou o nome e a qualidade deste doce aos quatro cantos do mundo: Brasil (onde esteve por um tempo), Venezuela, França, entre outros. Países onde vários emigrantes portugueses rumaram e que viram no doce uma forma de matar saudades de Portugal e das origens.
Tornou-se um símbolo igualmente marcado pelo apreço que o estadista António de Oliveira Salazar mostrava em não abdicar deste pão de ló nos jantares que realizava na sua residência.
Era o símbolo da riqueza, do regalo e da excentricidade.
A herança foi deixada às suas filhas Emília, Elsa e Conceição. Emília, ligada à produção, narrou uma vez em entrevista, o trabalho e a dedicação que a família sempre mostrou em prol do doce regional arouquense.
"Nasci nisto, assim como o meu pai e as minhas avó e bisavó". - Disse
Horas, dias, meses e anos. uma vida preenchida de doce.
Hoje em dia, a produção é realizada pelos netos e bisnetos de Alberto Teixeira Pinto. Zelam a cada dia pela manutenção do património deixado pelos ascendentes, e prometem preservar a receita original carregada de sabor, memória e autenticidade.